O Índice de Preços dos Materiais de Construção (IPMC) registou, em Fevereiro, uma variação de 0,37%, correspondendo a uma redução de 0,07 pontos percentuais em relação a Janeiro.
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam ainda que a taxa de variação homóloga se fixou em 9,79%, representando uma desaceleração de 8,70 pontos percentuais. No acumulado de Dezembro de 2025 a Fevereiro de 2026, o índice registou uma variação de 0,81%.
De acordo com o INE, os materiais que apresentaram maiores variações de preços no mês de Fevereiro foram o cimento e aglomerantes (0,70%), alumínio (0,65%), betão pronto (0,45%) e vigas, vigotas e ripas (0,38%). Por outro lado, registaram as menores alterações produtos como areia e outros sintéticos (0,02%), pedra britada, mármore, vidros e artigos de vidro (0,04%) e blocos (0,06%).
Em termos homólogos, as subidas mais expressivas foram observadas nos preços do tijolo (17,15%), aço (14,68%), vigas, vigotas e ripas (14,20%) e madeiras e contraplacado (13,53%). Seguem-se os vidros e artigos de vidro (12,71%), betão pronto (9,97%), outros produtos sintéticos (9,88%), blocos (9,65%), areia (8,53%) e tubagens e acessórios de plástico (8,26%), que continuam a pressionar o comportamento anual do sector.
Os grupos que mais contribuíram para a variação mensal do índice foram o cimento e aglomerantes, com 0,22 pontos percentuais, aço (0,07), alumínio (0,05), betão pronto e tubagens e acessórios de plástico (0,01). O IPMC é uma ferramenta essencial para avaliar a evolução dos custos de construção no país, servindo de referência para a actualização de orçamentos de obras e monitorização da actividade da construção civil.