Vice-presidente da UNITA acusa MPLA de interferir na autonomia do seu partido

A vice-presidente da UNITA, Arlete Chimbinda, acusou o MPLA de promover ingerências na autonomia política, financeira e patrimonial do maior partido da oposição. As declarações foram proferidas durante a cerimónia de cumprimentos de Ano Novo, onde a dirigente apresentou a visão da UNITA sobre o actual momento político do país.

Segundo Arlete Chimbinda, existe “uma tentativa clara de limitar a autonomia política da UNITA”, afectando a organização interna e a estabilidade financeira do partido. A responsável considera que tais práticas representam uma violação do pluralismo democrático e dos princípios constitucionais que regulam a actividade partidária.

Perante os militantes, a vice-presidente afirmou que a UNITA manterá a sua postura firme na defesa da democracia e reiterou o apoio interno à continuidade de Adalberto Costa Júnior na liderança do partido. Para Chimbinda, a reeleição do presidente representa estabilidade e fidelidade ao pensamento do fundador, Jonas Savimbi.

A cerimónia marcou o início da agenda política do novo ano, com apelos à mobilização das bases e à unidade interna. A UNITA reafirmou que continuará vigilante contra o que considera tentativas de condicionamento externo e destacou o compromisso em reforçar a confiança dos angolanos e consolidar a alternância democrática no país.

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