O recente caso de violência sexual contra uma adolescente, amplamente divulgado nas redes sociais, voltou a expor a gravidade da violência contra crianças em Angola. No entanto, a divulgação da identidade da vítima, incluindo imagens e informações pessoais, constitui uma violação grave dos seus direitos, aumentando o trauma e o estigma social.
Em comunicado, o Unicef apelou ao público para parar imediatamente de partilhar conteúdos que permitam identificar a vítima, alertando que essa prática agrava a sua vulnerabilidade e compromete a sua recuperação. A organização lembra que a exposição de dados pessoais coloca em risco a segurança, dignidade e integridade de qualquer vítima, especialmente quando se trata de crianças.
O Unicef manifestou solidariedade para com a adolescente e a sua família, e reconheceu os esforços das autoridades angolanas na investigação criminal do caso, conduzida pelo Ministério do Interior, em coordenação com o INAC e o Ministério da Justiça.
Dados da Linha SOS Criança (15015) indicam que, entre janeiro e outubro de 2025, foram registados mais de 460 casos de violência sexual contra menores no país.
A organização reforça que a violência sexual é um crime grave e uma violação dos direitos humanos, apelando à sociedade para se unir na prevenção e denúncia, sempre preservando a dignidade das vítimas.