Subnutrição infantil coloca Angola entre os 13 países mais afectados do mundo

Angola registou uma queda de oito posições no Índice Global da Fome 2025, passando a figurar entre os 13 países com maior nível de insegurança alimentar no mundo. O relatório, divulgado recentemente, revela que quase metade das crianças angolanas sofre de atraso no crescimento, enquanto milhares de famílias enfrentam diariamente o desafio da subnutrição.

O estudo destaca que factores como crises económicas, impactos climáticos e desigualdades regionais contribuem para o aumento da fome no país. Apesar de Angola apresentar progressos em algumas áreas, os indicadores de nutrição infantil e acesso a alimentos continuam preocupantes, exigindo atenção imediata das autoridades e parceiros internacionais.

Especialistas defendem a necessidade de políticas públicas mais eficazes, investimento em agricultura sustentável e programas de apoio alimentar, de forma a reduzir os índices de fome e garantir segurança nutricional para a população mais vulnerável. A pandemia e as alterações climáticas recentes também agravam o cenário, reforçando a urgência de medidas estruturais.

O relatório global alerta que, sem acções concretas e coordenadas, o país pode enfrentar um agravamento da situação nos próximos anos. Angola junta-se assim a outros países africanos que lutam para assegurar alimentos suficientes e nutritivos para toda a população, destacando a necessidade de cooperação entre governo, sociedade civil e organizações internacionais.

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