Rui Miguêns de Oliveira destaca crescimento de mais de 135% nas indústrias alimentares em Angola

O ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, afirmou que a indústria transformadora tem vindo a ganhar peso na economia não petrolífera, destacando o crescimento significativo registado ao longo de 2025.

O governante apresentou os dados na sexta-feira, em Luanda, durante a abertura do VI Fórum Indústria promovido pelo Jornal Expansão, que este ano debateu o tema “Competitividade e crescimento da indústria em Angola”. Segundo o ministro, a indústria transformadora registou um crescimento de 13,82% no terceiro trimestre e de 16,46% no quarto trimestre de 2025.

De acordo com Rui Miguêns de Oliveira, a evolução homóloga do sector atingiu cerca de 96,57%, reflectindo uma forte recuperação da actividade produtiva e o aumento da capacidade industrial do país. O responsável destacou que este desempenho reforça o papel da indústria transformadora como um dos motores do crescimento da economia não petrolífera.

O ministro sublinhou igualmente o impacto das indústrias alimentares no desenvolvimento económico, salientando que o crescimento deste segmento contribui para aumentar a capacidade nacional de transformação da produção agrícola, reduzir a dependência das importações e reforçar a segurança alimentar.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o Índice de Produção Industrial registou uma variação mensal de 5,25% em Dezembro de 2025. A indústria transformadora destacou-se como o segmento com maior crescimento, com uma expansão de 10,91%.

Segundo o governante, este subsector registou uma expansão homóloga superior a 132%, sendo que as indústrias alimentares cresceram isoladamente mais de 135%, evidenciando um forte dinamismo na transformação de produtos agrícolas e no abastecimento do mercado interno. Entre os ramos com melhor desempenho, destacam-se as indústrias de alimentos, bebidas e tabaco.

Rui Miguêns de Oliveira defendeu ainda que a industrialização é um processo estrutural que exige visão estratégica, investimento, estabilidade macroeconómica e perseverança. Na sua opinião, os progressos registados demonstram que Angola está a dar passos firmes para consolidar uma base industrial mais sólida e competitiva.

O Ministério da Indústria e Comércio de Angola é o departamento ministerial responsável por propor, formular e executar as políticas públicas do Executivo nos domínios da indústria transformadora, serviços industriais, comércio, serviços mercantis, comércio rural e gestão da reserva estratégica.

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