produção nacional de carne de frango registou um crescimento significativo nos últimos seis anos, passando de 28.185 toneladas em 2019 para uma estimativa de 64.394 toneladas em 2025. Os dados foram apresentados durante a Conferência sobre o Desenvolvimento do Sector Avícola, realizada em Luanda.
Na ocasião, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns, revelou que Angola gasta cerca de 850 mil dólares por dia na importação de frango, o que corresponde a aproximadamente 310,2 milhões de dólares por ano. Segundo o governante, o volume anual de importação ronda as 227.855 toneladas, embora o valor tenha registado uma redução de cerca de 18,6 por cento em comparação com os 381 milhões de dólares gastos em 2022.
Apesar da forte dependência das importações, o ministro destacou que o país tem vindo a registar avanços na produção interna, demonstrando resiliência e crescimento progressivo no sector avícola. No mesmo período, a produção de milho — principal componente da ração animal — também aumentou de 2,28 milhões para 3,5 milhões de toneladas.
Durante a conferência, o governante garantiu que o Executivo continua empenhado em transformar Angola de um grande importador de carne de frango num país autossuficiente e, futuramente, num exportador do produto. Para alcançar este objectivo, o sector conta com o apoio de várias instituições financeiras e de desenvolvimento, como o Fundo Soberano de Angola, a International Finance Corporation, o African Development Bank, o Banco de Desenvolvimento de Angola, o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário e o Banco de Fomento Angola.
O ministro defendeu ainda a criação de instrumentos financeiros adequados ao ciclo biológico das aves e aos riscos do agronegócio, bem como o reforço de políticas públicas que incentivem a produção nacional. Segundo afirmou, o objectivo é garantir maior competitividade ao sector e consolidar uma cadeia produtiva capaz de responder à procura interna e, no futuro, competir também no mercado internacional.