Petróleo sobe 2,44% e 3% com agravamento da crise no Irão e ataques na Rússia

Os preços do petróleo voltaram a subir e fecharam em alta pelo quarto dia consecutivo, impulsionados pela crescente instabilidade geopolítica no Irão e pelos ataques à infraestrutura energética russa. Segundo dados divulgados pelo Economia & Finanças, às 20h00 (horário de Angola) o Brent avançou 2,44%, atingindo 65,43 USD por barril, enquanto o WTI valorizou 3%, alcançando 61,10 USD.

No Irão, protestos antigovernamentais intensos têm elevado o risco de interrupção no fornecimento global. O Presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu sobre a possibilidade de ação militar caso Teerão continue a usar força letal contra manifestantes, e anunciou planos de impor uma tarifa de 25% a países que mantenham relações comerciais com o Irão, medida que pode impactar compradores estratégicos como a China.

Em paralelo, a Rússia enfrenta ataques à sua infraestrutura petrolífera em meio ao conflito com a Ucrânia. Instalações estratégicas, incluindo o terminal do Consórcio de Oleodutos do Cáspio (CPC), foram atingidas, pressionando as exportações do Cazaquistão. De acordo com projeções citadas pela Bloomberg, os embarques podem cair para 800 a 900 mil barris por dia este mês, cerca de 45% abaixo das expectativas iniciais.

Na América, a Venezuela prepara o regresso às exportações após mudanças políticas internas e a captura de Nicolás Maduro. Segundo o Economia & Finanças, Caracas deverá fornecer até 50 milhões de barris aos Estados Unidos, o que poderá aliviar parcialmente a pressão sobre a oferta global, num momento em que o mercado energético se mantém altamente sensível a qualquer perturbação geopolítica.

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