João Lourenço eleito presidente em exercício do comité de orientação da AUDA-NEPAD

O Presidente da República de Angola e Presidente em Exercício da União Africana, João Manuel Gonçalves Lourenço, foi eleito, nesta terça-feira, Presidente em Exercício do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, assumindo o compromisso de dar continuidade ao trabalho de transformação e desenvolvimento do continente africano.

No discurso de aceitação, João Lourenço considerou os resultados da sessão “animadores”, destacando a dinâmica transformadora já promovida pela Agência de Desenvolvimento da União Africana – NEPAD (AUDA-NEPAD) e os impactos positivos nos objectivos de desenvolvimento de África.

O Chefe de Estado angolano sublinhou que o momento impõe elevado nível de responsabilidade aos Estados-Membros, que devem corresponder às expectativas geradas em torno da implementação das estratégias continentais.

Ao assumir a liderança do Comité, Angola comprometeu-se a dar continuidade ao legado deixado pelo Presidente cessante, Abdel Fattah El-Sisi, do Egipto, cujo mandato foi marcado por realizações relevantes no âmbito da AUDA-NEPAD. João Lourenço afirmou que encara esta responsabilidade como um serviço ao continente, baseado no diálogo, na concertação política e no reforço da eficácia institucional da agência.

Garantiu ainda que Angola partilhará a sua experiência para fortalecer a mobilização do capital humano africano e consolidar resultados transformadores.
Entre as prioridades anunciadas, estão o alinhamento entre a Agenda 2063 da União Africana e os planos nacionais de desenvolvimento, bem como a promoção de iniciativas continentais voltadas para o reforço das capacidades técnicas e institucionais dos Estados-Membros e das Comunidades Económicas Regionais, pilares essenciais da integração africana.

O Presidente destacou também a centralidade do capital humano, com foco na juventude, defendendo maior envolvimento dos jovens nos programas de mobilização de recursos e investimento. No encerramento, reiterou a disponibilidade de Angola para cooperar estreitamente com os demais Estados-Membros, em prol de uma África mais integrada, próspera e resiliente.

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