Chuvas torrenciais no sul de África provocaram uma grave crise humanitária, com mais de 100 mortes e dezenas de milhares de pessoas deslocadas em Moçambique, África do Sul e Zimbabwe. As fortes precipitações inundaram cidades e zonas rurais, destruindo casas, infraestruturas e cortando estradas essenciais, dificultando o acesso a áreas isoladas.
Em Moçambique, as províncias de Gaza, Maputo e Sofala foram as mais afectadas. Centenas de milhares de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas residências e várias localidades ficaram submersas, incluindo escolas, centros de saúde e mercados.
As autoridades montaram centros de abrigo temporário, enquanto helicópteros resgatam residentes em zonas isoladas. Na África do Sul e no Zimbabwe, as chuvas também causaram destruição significativa. Em Limpopo e Mpumalanga, estradas e pontes foram danificadas, e centenas de casas destruídas, levando o governo sul-africano a declarar estado de desastre nacional.
No Zimbabwe, aldeias inteiras foram inundadas, e milhares de casas ficaram inabitáveis, agravando a já frágil situação do país. Especialistas meteorológicos associam as inundações a sistemas de baixa pressão persistentes e ao impacto da mudança climática, que torna eventos extremos mais frequentes. Organizações humanitárias alertam que a situação pode piorar com novas chuvas, apelando a uma resposta coordenada para proteger vidas e reduzir os danos nas regiões afectadas.