Governo disponibiliza 30,3 mil milhões de kwanzas para arranque do metro de superfície em Luanda

O crédito à habitação em Angola registou um crescimento de 3% em 2025, atingindo 89,1 mil milhões de kwanzas, em comparação com 86,6 mil milhões de kwanzas no ano anterior, segundo dados da calculadora da Economia & Mercado.

Apesar do aumento, o crescimento abrangeu apenas 2.020 operações, correspondendo a 36,24% de todo o crédito à habitação no sistema financeiro, mostrando que o acesso a empréstimos ainda é restrito. Quase a totalidade dos recursos continua a ser destinada à aquisição de imóveis usados ou já construídos, mantendo-se limitada a oferta de crédito voltada para novas construções.

Esta situação é apontada como um dos principais entraves ao aumento da oferta de habitação nova, essencial para reduzir o défice habitacional no país, já que não há incentivos suficientes para financiar obras e projectos residenciais do zero. No sector da economia real, o crédito cresceu 22,6% em 2025, totalizando 1,36 biliões de kwanzas, embora o crescimento tenha sido inferior ao registado no ano anterior, que rondou 30%, de acordo com o governador do BNA, Manuel Tiago Dias.

Dos valores concedidos, 51,44% foram absorvidos por Luanda, 54% destinaram-se a grandes empresas, e 17% das operações encontram-se em incumprimento, refletindo uma concentração geográfica e setorial significativa.


Manuel Tiago Dias explicou que a concentração do crédito em Luanda e nas grandes empresas é “natural”, considerando que cerca de 80% das empresas e 30% da população angolana residem na capital, mas enfatizou a necessidade de maior distribuição do crédito pelas demais províncias, destacando o papel das associações empresariais no apoio e aconselhamento aos empresários.

Apesar de Luanda continuar a liderar a absorção do crédito, a sua quota caiu de 70% para 51%, enquanto a região leste do país, com exceção das províncias da Lunda Norte e Lunda Sul, permanece praticamente excluída do financiamento.

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