A Fábrica de Cimento do Cuanza-Sul (FCKS) atingiu, em 2025, uma produção total de 1.222.000 toneladas de cimento Yetu, superando significativamente as 868 mil toneladas registadas em 2024 e representando um crescimento de cerca de 4%. A informação foi avançada esta quarta-feira pela presidente do Conselho Executivo da empresa, Emanuela Vieira Lopes, após uma visita do governador provincial do Cuanza-Sul, Narciso Benedito, à unidade industrial.
Durante a visita, o governador percorreu diversas áreas da fábrica, incluindo as minas, oficinas, linhas de processamento, britadeira de argila e calcário, armazém de matérias-primas, tremonha de balança, moinho cru, Comando Central, laboratórios, central de energia, zona de ensacamento e a fábrica de sacos. A delegação recebeu explicações detalhadas sobre o funcionamento de cada sector e o desempenho técnico-operacional da unidade.
Segundo Emanuela Vieira Lopes, a fábrica opera em pleno, sem qualquer constrangimento de paralisações ou interrupções, e o balanço de 2025 foi considerado positivo. A responsável destacou ainda que, para 2026, a meta de produção é de 1.320.000 toneladas, sustentada pela resposta positiva do mercado à qualidade do cimento Yetu. “O mercado tem sido receptivo, o que se reflectiu em vendas recorde ao longo do ano”, afirmou.
A presidente do Conselho Executivo admitiu, porém, que o sector enfrenta crescente concorrência devido ao surgimento de novas unidades fabris no país, exigindo da FCKS uma maior capacidade de adaptação. A fábrica abastece as regiões Sul, Leste e parte do Norte de Angola, com preços sujeitos a variações conforme a produção, disponibilidade e escassez. A gestora alertou também para a necessidade de maior controlo na revenda feita pelos retalhistas, a fim de evitar preços acima das tarifas definidas pela fábrica.
Relativamente à matéria-prima, Emanuela Vieira Lopes garantiu que a FCKS possui reservas suficientes para 30 a 40 anos de exploração, afastando qualquer risco de escassez. Contudo, apontou como principal desafio a falta de energia eléctrica da rede pública, o que obriga a fábrica a operar com geradores a gasóleo, elevando de forma significativa os custos de produção.