Despesas com dívida externa aumentam acima de 100% no IV trimestre

Angola pagou, no quarto trimestre de 2025, 5,12 biliões de kwanzas referentes à Dívida Pública Externa, incluindo capital, juros e comissões.

Segundo o Relatório de Execução Trimestral do Orçamento Geral do Estado do Ministério das Finanças, as amortizações atingiram 3,89 biliões de kwanzas, os juros 1,14 bilião e as comissões 89,17 mil milhões, representando aumentos superiores a 100% em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2024, exceto pelas comissões, que subiram 13%. O stock da dívida externa totalizou 43,26 biliões de kwanzas (47,42 mil milhões de dólares), com crescimento de 5,3% face ao trimestre anterior.

Em paralelo, as emissões de Dívida Interna registaram redução no período. Os Bilhetes do Tesouro totalizaram 301,17 mil milhões de kwanzas, queda de 57% em relação ao III trimestre de 2025, enquanto as Obrigações do Tesouro captaram 1,90 bilião de kwanzas, uma redução de 27% face ao trimestre anterior, mas crescimento superior a 100% em relação ao período homólogo. Essas captações representaram 86% do total das emissões de Dívida Interna no IV trimestre.

O serviço da Dívida Interna, que inclui reembolsos de capital e juros, totalizou 955,69 mil milhões de kwanzas, com 552,93 mil milhões destinados ao capital e 401,6 mil milhões aos juros. Comparativamente, houve uma redução de 63% face ao trimestre anterior e 71% em relação ao mesmo período de 2024. No final do ano, o stock da Dívida Interna situava-se em 16,96 biliões de kwanzas (18,60 mil milhões de dólares), apresentando ligeira queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior, mas crescimento de 27% em relação ao período homólogo.

Especialistas afirmam que, apesar do aumento expressivo nos pagamentos da dívida externa, o nível de endividamento do país continua sustentável, permitindo ao Governo manter o equilíbrio fiscal e a execução de políticas públicas prioritárias. O relatório do Ministério das Finanças destaca a gestão rigorosa da dívida e a atenção dada à redução dos riscos financeiros do Estado.

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