Angola gastou 854 milhões de dólares na compra de 1.347.543 toneladas métricas de derivados de combustíveis no quarto trimestre de 2025, representando um aumento de 4,7% face ao trimestre anterior, segundo dados do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP). Os números foram apresentados nesta quinta-feira, em Luanda, durante a reunião de balanço das actividades do sector.
De acordo com o director-geral do IRDP, Luís Fernandes, 84% dos combustíveis líquidos observados no período foram importados, 15% vieram da Refinaria de Luanda e 1% do Topping da Cabinda Gulf Oil Company, além de uma percentagem residual de gás. Segundo dados divulgados pela Economia & Finanças, o peso das importações continua a pressionar o mercado interno.
Entre os produtos mais importados destacam-se o gasóleo (58%), gasolina (23,3%), fuel oil (6,4%), gasóleo marinho (5,2%), Marine Gas Oil (4,3%), Jet A1 (1%), betume asfalto e petróleo iluminado (0,9%). No volume acumulado do ano de 2025, foram adquiridas 4.722.383 toneladas métricas para comercialização, representando um ligeiro decréscimo de 0,02% face ao ano anterior. Deste total, 73% correspondem a importações, avaliadas em 2,6 mil milhões de dólares, uma variação de cerca de 1% relativamente a 2024.
Quanto à capacidade de armazenamento, o país dispõe de 1.269.695 metros cúbicos instalados, dos quais 1.155.968 dedicados a combustíveis, reflectindo um aumento de 71% em relação ao trimestre anterior, impulsionado pelo início das operações do Terminal Oceânico da Barra do Dande. No capítulo da distribuição, Angola conta com 1.224 postos de abastecimento, sendo 931 operacionais. Destes, 317 são da Sonangol Distribuição e Comercialização, 83 da Pumangol, 59 da Sonangalp, 53 da TotalEnergies, quatro da Etu Energias e 415 da chamada Bandeira Branca.
No que diz respeito ao volume de vendas, foram comercializadas 1.279,7 toneladas métricas no período em análise, um aumento de cerca de 10% face ao trimestre anterior. A Sonangol mantém a maior quota de mercado, com 64,6%, seguida da Pumangol (18,5%), Sonangalp (7,9%), TotalEnergies (6,9%) e Etu Energias (2,1%). Durante este período, o IRDP emitiu 87 licenças, sendo 48 novas e 39 renovações, maioritariamente para a comercialização de lubrificantes, e prevê continuar a expandir o trabalho de licenciamento e fiscalização em todo o país, abrangendo postos de abastecimento, venda de gás de cozinha, lubrificantes e transporte de produtos petrolíferos.