A União Europeia disponibilizou 50 milhões de euros para reforçar o desenvolvimento agrícola no Corredor do Lobito, no âmbito do Projecto AGRINVEST, destinado a impulsionar a competitividade das cadeias de valor agroalimentares em várias províncias do país.
O acordo foi assinado na terça-feira, 24, em Luanda, entre o Governo angolano, através do Ministério do Planeamento, e a delegação europeia. O financiamento será aplicado no fortalecimento das cadeias de valor dos grãos, hortícolas e frutos tropicais, com foco na criação de emprego para jovens e mulheres e no aumento da produção interna orientada para a exportação.
“A iniciativa vai abranger províncias do Corredor do Lobito e contribuir para a criação de emprego, sobretudo para jovens e mulheres, permitindo alavancar a produção interna”, afirmou a embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais, durante a cerimónia de assinatura.
O ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, destacou que a região tem atraído a atenção de entidades financeiras internacionais, o que reforça os esforços do Executivo na mobilização de recursos.
“É uma região onde estão concentrados quase todos os financiadores, doadores e parceiros de desenvolvimento. O trabalho de angariar financiamento tem sido muito ativo”, referiu.
O AGRINVEST prevê acções de capacitação técnica e de gestão para organizações agrícolas, promoção de parcerias com empresas âncora e melhoria das infra-estruturas logísticas. O projecto inclui ainda o reforço dos sistemas de armazenamento, transporte e distribuição, além de facilitar o acesso ao financiamento para produtores locais.
Com duração estimada de seis anos, o programa será implementado com o envolvimento dos Ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio, Transportes e dos governos provinciais de Benguela, Huambo, Bié, Moxico e Moxico-Leste — zonas consideradas estratégicas e com elevado potencial agrícola. O projecto resulta de um processo participativo que envolveu instituições nacionais e parceiros internacionais, incluindo administrações municipais, ONG’s e organizações multilaterais, e será executado no quadro de cooperação delegada com agências especializadas da União Europeia.