Produção nacional de óleo alimentar regista crescimento acima de 100%

A produção de óleo alimentar em Angola registou um crescimento expressivo nos últimos anos, alcançando cerca de 52 mil quilolitros entre janeiro e julho de 2024 — um aumento superior a 100% em comparação com igual período do ano anterior, quando se produziram aproximadamente 18 mil quilolitros.

Durante a cerimónia de inauguração da empresa RAFINOLE – Comércio e Serviços, Lda, realizada esta segunda-feira, 09 de março de 2026, em Luanda, o Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou que o país reúne actualmente condições para iniciar a exportação de óleo alimentar com maior segurança e estabilidade.

O governante destacou que a nova refinaria representa um avanço significativo no processo de transformação económica, reforçando a eficácia das políticas públicas orientadas para o aumento da produção nacional. “O país continua empenhado em reforçar a produção nacional. Ficamos satisfeitos com investimentos desta natureza, que no domínio do óleo alimentar permitem ao país alcançar maior autonomia no que diz respeito à refinação”, sublinhou.

Apesar dos progressos, José de Lima Massano ressaltou a importância de integrar toda a cadeia produtiva, lembrando que grande parte da matéria-prima ainda é importada. “O desafio agora é reforçar a produção nacional de culturas como a soja e o girassol, permitindo que a transformação industrial aconteça com maior segurança, no âmbito do esforço de substituição de importações e de reforço das exportações”, referiu.

Por sua vez, o Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, afirmou que a unidade fabril instalada no município de Cacuaco constitui um marco relevante para a consolidação da indústria transformadora nacional e para o fortalecimento das políticas de incentivo à produção interna.


De acordo com o ministro, a fábrica resulta de um investimento global avaliado em cerca de 90 milhões de dólares norte-americanos, evidenciando a confiança do sector privado no potencial económico do país e no ambiente de negócios que Angola tem vindo a consolidar.

A unidade garante actualmente cerca de 130 postos de trabalho directos, todos ocupados por cidadãos angolanos, sendo esperado que este número aumente para aproximadamente 400 até ao final do ano. Além disso, estima-se que mais de 2.000 empregos indirectos sejam criados ao longo da cadeia de valor associada.

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