O Grupo Carrinho decidiu pôr fim, de forma definitiva, à importação de carne de porco congelada, passando a garantir o abastecimento do mercado interno apenas com produção nacional. A medida é vista pela empresa como um passo determinante para o reforço da autossuficiência alimentar e para a consolidação da soberania económica do país.
A implementação da nova estratégia será conduzida pela Carrinho Proteína, responsável por dinamizar e apoiar o desenvolvimento da cadeia pecuária. Apesar de não produzir directamente carne de porco, a unidade tem desempenhado um papel central na organização do ecossistema produtivo, oferecendo assistência técnica, promovendo boas práticas de criação, fortalecendo a cadeia de valor e ligando os produtores ao mercado nacional.
Segundo o Grupo, a decisão só foi possível graças ao crescimento consistente da capacidade produtiva no país, acompanhado de melhorias significativas nos padrões sanitários, na fiabilidade da produção e na coordenação entre as áreas de criação, logística e distribuição. Esse avanço permite hoje assegurar um abastecimento mais estável e previsível, reduzindo a vulnerabilidade associada às importações e às flutuações cambiais.
Apesar do progresso, o sector suinícola continua condicionado pelos custos da ração, dependente sobretudo de milho e soja. O aumento da produção nacional dessas matérias-primas, defende o Grupo, é crucial para garantir maior competitividade, reduzir a pressão sobre as reservas cambiais e estabilizar os preços ao consumidor. Com o fim das importações, o Grupo Carrinho antecipa impactos positivos na geração de rendimento interno, no fortalecimento da segurança alimentar e na criação de oportunidades ao longo de toda a cadeia pecuária.
A empresa apela ainda a outros operadores para seguirem o mesmo caminho, reforçando a produção nacional como base para uma economia mais resiliente e sustentável.