A África apresenta a maior taxa de mortes nas estradas do mundo, com cerca de 26 óbitos por cada 100 000 habitantes, segundo relatórios recentes de organizações internacionais de saúde e transporte que o Panorama24 teve acesso. O elevado número de acidentes rodoviários constitui um grave problema de saúde pública e desenvolvimento social no continente.
Entre os principais factores que contribuem para essa realidade estão infraestruturas rodoviárias precárias, estradas mal conservadas e com sinalização insuficiente, bem como trânsito sobrecarregado, onde veículos, transporte público e cargas pesadas circulam em vias inadequadas. Além disso, a fiscalização limitada de regras de trânsito, como limites de velocidade, uso de cinto de segurança e condução sob efeito de álcool, aumenta significativamente o risco de acidentes.
Outro ponto crítico é o mau estado de veículos, incluindo automóveis e motorizadas que circulam sem manutenção adequada, e a falta de educação e cultura de trânsito, com condutores muitas vezes desrespeitando regras básicas de segurança. Especialistas alertam que, sem políticas integradas de prevenção, fiscalização e educação, os números tendem a permanecer altos, prejudicando não só a segurança das pessoas, mas também o desenvolvimento económico e social dos países africanos.
Organismos internacionais recomendam a implementação de estratégias combinadas, que incluem melhorias na infraestrutura, campanhas de educação, fiscalização mais rigorosa e incentivos à manutenção de veículos, como forma de reduzir a mortalidade nas estradas e salvar milhares de vidas anualmente.