O Presidente da República de Angola, João Lourenço, exigiu esta sexta-feira, em Luanda, a libertação incondicional de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC da Guiné-Bissau, detido na sequência do golpe militar que se seguiu às eleições de novembro de 2025.
Lourenço classificou a não divulgação dos resultados eleitorais como um caso “inédito na história dos processos eleitorais em África” e alertou para o impacto negativo na credibilidade democrática do país.
O chefe de Estado estendeu ainda o apelo à libertação do antigo presidente do Níger, Mohamed Bazoum, detido desde 2023 após ter sido deposto por um golpe de Estado. Segundo Lourenço, a detenção prolongada de líderes legitimamente eleitos constitui uma grave violação dos princípios democráticos e do Estado de Direito, exigindo respostas firmes da comunidade africana.
No final do seu mandato como presidente rotativo da União Africana, João Lourenço enfatizou a necessidade de reforçar mecanismos de prevenção e condenação de golpes de Estado, destacando a importância de consolidar a paz, a segurança e a estabilidade no continente.
O Presidente angolano sublinhou que apenas com estabilidade e democracia consolidadas será possível alcançar os objetivos de desenvolvimento e pôr fim aos conflitos armados em África, apelando à União Africana e à comunidade internacional para ações concretas em defesa de líderes legitimamente eleitos.