O Marrocos gastou uma soma avultada na organização do Campeonato Africano das Nações (AFCON 2025), com grandes investimentos em estádios, infra‑estruturas urbanas e logísticas, como parte de uma preparação que também serve para reforçar a sua posição como co‑anfitrião do Mundial de 2030.
Segundo estimativas da organização e especialistas em infra‑estruturas, o país investiu mais de 21 mil milhões de dirhams marroquinos nas obras ligadas ao torneio, um valor que equivale a cerca de 2.100 mil milhões de kwanzas.
Segundo pesquisas feitas pelo Panorama 24, parte desta verba foi aplicada na modernização de estádios em cidades como Rabat, Casablanca, Marrakech, Fez, Tangier e Agadir, além de melhorias nos acessos rodoviários e na logística para receber adeptos de vários países africanos.
Apesar deste forte investimento e da mobilização nacional em torno do evento, a selecção anfitriã acabou por perder este domingo por 1-0 diante do Senegal na final do AFCON 2025, com o golo decisivo apontado por Pape Gueye ainda na primeira parte dos prolongamentos.
O resultado fez baixar a euforia entre os adeptos marroquinos, que esperavam um desfecho feliz após semanas de festa e um torneio que registou grande afluência de público e impacto económico. A derrota suscitou também reflexões sobre se o investimento pesado em infra‑estruturas desportivas terá correspondido a um retorno desportivo e social à altura das expectativas geradas.